A cada semana, milhares de bois e vacas são submetidos a uma jornada de três semanas desde o porto amazônico de Belém, no Brasil, até Beirute, no Líbano.
O gado é comprimido em caminhões sob o abrasador calor amazônico. Durante quatro dias são incapazes de se mover ou deitar e não recebem nem alimento nem água. Os que caem são esmagados ou feridos. No navio, a utilização de ferrões elétricos para carregá-los aumenta ainda mais o estresse do gado enfraquecido. Esmagados contra animais estranhos, os animais se ferem uns aos outros na sua agitação. Insolações, traumas e doenças respiratórias serão dizimadores numa jornada de dezesete dias.
Quando chegam ao Líbano, os animais são muitas vezes abatidos de forma desumana e violadora das normas religiosas. Após semanas de desnecessário sofrimento animal, o consumidor é erradamente levado a crer que a carne é ‘Halal’. O abate humanitário, realizado num local próximo ao de onde os animais foram criados, não só terminaria a crueldade do transporte por longas distâncias, como criaria empregos no Brasil.
Você sabia?
Em 2007, 1.750 animais brasileiros se afogaram quando um navio de transporte de animais vivos afundou parcialmente num porto da Venezuela. Os seus restos em decomposição contaminaram as praias e linha costeira.